Companheira Dirma: Presente na Luta!

Na manhã de 14 de fevereiro de 2017, faleceu a Companheira Dirma, ativa militante revolucionária e fundadora do Movimento Feminino Popular (MFP) no Rio de Janeiro. Dirma nasceu em Diamantina (MG), filha de Derma Ferreira, jovem imigrante albanesa, e do garimpeiro baiano Manoel Morais. Filha de nosso povo, sempre com vida simples e trabalho duro, foi operária desde a adolescência e formou-se em auxiliar de enfermagem após se mudar para o Rio de Janeiro. 

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Cerimônia em homenagem à companheira Dirma

Mãe de três filhos, conheceu o movimento revolucionário aos 50 anos de idade e, a partir de então, dedicou sua vida à causa. Iniciou sua militância no apoio à luta dos camelôs, depois ingressou nas fileiras do MFP e atuou na fundação do Socorro Popular. Entusiasta da luta popular, apoiou ativamente a Liga Operária e, em especial, a Liga dos Camponeses Pobres (LCP), à qual devotava profunda admiração.

Durante sua vida, Dirma encarnou o espírito de servir ao povo. Como profissional de enfermagem dedicou-se com determinação na prestação de auxílio voluntário à saúde dos moradores do Morro Chapéu Mangueira, Zona Sul do Rio de Janeiro. Foi uma operosa militante do MFP, sempre exaltando o papel da mulher revolucionária na luta pela libertação de sua classe e dando exemplo de disciplina, entusiasmo, vigor e convicção revolucionários.

Teve destacada participação nas Jornadas de Junho de 2013 e nas lutas de 2014 no Rio, atuando ombro à ombro com a Juventude Combatente na criação da Frente Independente Popular (FIP). Apoiou decididamente a luta dos estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a resistência da comunidade Favela Metrô-Mangueira e da Aldeia Maracanã, na Zona Norte. Já em idade avançada, mas sempre com disposição e energia, concluiu os estudos em língua espanhola e deu aulas em um pré-vestibular comunitário no Morro da Baiana, Complexo do Alemão, também na Zona Norte.

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Dirma com o seu companheiro

No final de sua vida enfrentou com firmeza e serenidade o câncer e, mesmo durante seu tratamento, não abdicou de suas tarefas de propagandista. Sempre que sua saúde permitiu, recebeu sua cota de jornais e participou de brigadas do jornal A Nova Democracia comemorando a aceitação do jornal pelas massas.

Defensora da revolução de nova democracia, não cessou de apoiar a luta dos camponeses pobres como contradição principal para se chegar a revolução. E seus planos de passar os últimos dias de sua vida no campo junto à luta camponesa não se realizaram somente devido a uma abrupta e derradeira piora em seu quadro de saúde.

Familiares, amigos e companheiros de luta compareceram à cerimônia em homenagem à Companheira Dirma. Durante o seu funeral, a Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP) prestou honras à valorosa Companheira e o Movimento Feminino Popular também saudou a memória dessa incansável filha de nosso povo.

Uma guarda de honra composta por jovens revolucionários se revezou durante o funeral. Seu corpo foi coberto pela bandeira vermelha com a foice e o martelo, a bandeira do proletariado e seu partido, o partido comunista. Um estandarte do MFP e uma coroa de flores com os dizeres Honra e Glória a Companheira Dirma! Dos seus companheiros de luta! também foram erguidos em sua homenagem.

Tamanha era sua disciplina que somente no dia de seu enterro os companheiros de luta souberam seu verdadeiro nome, pois, na luta popular, seu nome de combate era Companheira Cristina, como ela era conhecida por todos e todas.

Terminada a cerimônia, familiares vestiram-na com o boné da Liga dos Camponeses Pobres e o lenço com a foice e o martelo.

Exaltamos o exemplo da diligente Companheira que enfrentou o velho Estado com sua fúria revolucionária de mulher proletária!